Os rins trabalham silenciosamente todos os dias. Eles filtram o sangue, ajudam a eliminar toxinas pela urina, participam do controle da pressão arterial, regulam sais minerais e contribuem para o equilíbrio de líquidos no organismo. Por isso, cuidar da saúde renal é cuidar da saúde na totalidade.
O nefrologista é o médico especialista no diagnóstico, prevenção e tratamento das doenças dos rins. Ele acompanha alterações como perda de proteína na urina, queda da função renal, pressão alta de difícil controle, infecções urinárias de repetição, cálculos renais em alguns casos, alterações de sódio, potássio, cálcio e outros distúrbios metabólicos. Também atua no cuidado de pacientes com doença renal crônica, necessidade de diálise ou avaliação para transplante renal.
A doença renal crônica merece atenção especial porque, muitas vezes, evolui silenciosamente. Segundo o Ministério da Saúde, a disfunção renal pode ser identificada por exames simples, como exame de urina, para verificar a presença de albumina, e exame de sangue, para avaliar a creatinina, marcador importante da função dos rins. O diagnóstico precoce permite iniciar cuidados capazes de retardar ou interromper a progressão da doença.
Pessoas com diabete, hipertensão arterial, obesidade, histórico familiar de doença renal, idade avançada, doença cardiovascular ou uso frequente de medicamentos que podem afetar os rins devem ter atenção redobrada. O Ministério da Saúde destaca a importância de reconhecer os indivíduos sob risco para favorecer o diagnóstico precoce e o início imediato do tratamento.
A consulta com o nefrologista é importante não apenas quando a doença já está avançada. Pelo contrário, quanto mais cedo o paciente é avaliado, maiores são as chances de proteger a função renal. A diretriz internacional KDIGO 2024 (sendo uma referência internacional utilizada por nefrologistas para orientar o diagnóstico, o acompanhamento e o tratamento da doença renal crônica) ressalta que o encaminhamento à nefrologia pode auxiliar na identificação de causas reversíveis da doença renal, no tratamento para retardar sua progressão, no manejo de complicações metabólicas e na preparação adequada para diálise ou transplante quando necessário.
O nefrologista também orienta hábitos de vida fundamentais para a saúde dos rins, como controle da pressão arterial, controle do diabetes, hidratação adequada, redução do excesso de sal, cuidado com o uso de anti-inflamatórios e acompanhamento regular dos exames laboratoriais.
É importante procurar avaliação médica quando houver inchaço nas pernas ou no rosto, pressão alta de difícil controle, espuma persistente na urina, sangue na urina, redução do volume urinário, creatinina alterada, perda de proteína na urina ou histórico familiar de doença renal. Mesmo sem sintomas, pessoas de maior risco devem realizar acompanhamento periódico.
A Sociedade Brasileira de Nefrologia acompanha anualmente os dados de pacientes em diálise no país por meio do Censo Brasileiro de Diálise, informação considerada relevante para políticas públicas e melhoria do cuidado às pessoas com doença renal crônica no Brasil.
Cuidar dos rins é uma atitude preventiva. A consulta com o nefrologista pode auxiliar o paciente a compreender seus exames, identificar riscos, ajustar tratamentos e preservar a função renal pelo maior tempo possível.
Mensagem ao leitor:
Se você tem pressão alta, diabete, alteração na creatinina, proteína na urina, inchaço ou histórico familiar de doença renal, converse com seu médico sobre a necessidade de avaliação com um nefrologista. O cuidado precoce pode fazer grande diferença na qualidade de vida e na proteção dos rins.
